voici mon avatar 'South Park' fait par François
| Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga E a avenida São João É que quando eu cheguei por aqui eu nada entendi Da dura poesia concreta de tuas esquinas Da deselegância discreta de tuas meninas Ainda não havia para mim Rita Lee A tua mais completa tradução Alguma coisa acontece no meu coração Que só quando cruza a Ipiranga Et a avenida São João Quando eu te encarei frente a frente Não vi o meu rosto Chamei de mau gosto o que vi, De mau gosto, mau gosto É que Narciso acha feio o que não é espelho E à mente apavora O que ainda não é mesmo velho Nada do que não era antes Quando não somos mutantes E foste um difícil começo Afasto o que não conheço E quem vende outro sonho feliz de cidade Aprende depressa a chamar-te de realidade Porque és o avesso do avesso Do avesso do avesso Do povo oprimido nas filas, Nas vilas, favelas Da força da grana que ergue E destrói coisas belas Da feia fumaça que sobe, Apagando as estrelas Eu vejo surgir teus poetas De campos, espaços Tuas oficinas de florestas, teus deuses da chuva Pan-Américas de Áfricas utópicas, Túmulo do samba Mais possível novo quilombo de Zumbi E os novos baianos passeiam na tua garoa E novos baianos te podem curtir numa boa | Quelque chose se passe dans mon coeur Uniquement quand je croise l'Ipiranga Et l'avenue São João Quand je suis arrivé Par ici, je n'ai rien compris A la poésie dure et concrète de tes coins de rue A la désélégance discrète de tes jeunes filles. Il n'y avait pas encore pour moi Rita Lee Ta traduction la plus complète Quelque chose se passe dans mon coeur Uniquement quand je croise l'Ipiranga Et l'avenue São João Quand j'ai été face à toi Je n'ai pas vu mon visage J'ai trouvé de mauvais goût ce que j'ai vu, De très mauvais goût, Ce que Narcisse trouve moche n'est pas le miroir Et à y réfléchir ce qui épouvante Est ce qui n'est pas vraiment vieux Rien de ce qui était avant Quand nous ne sommes pas os mutantes Et tu as été un commencement difficile J'éloigne ce que je ne connaîs pas Et celui qui vend un autre rêve de ville heureuse Apprend rapidement à t'appeler réalité Car tu es l'envers de l'envers De l'envers de l'envers Des gens opprimés dans les queues, Dans les villes, les favelas De la force du blé qui érige Et détruit les belles choses De la laide fumée qui monte, Effaçant les étoiles Je vois surgir tes poètes Des champs, des espaces Tes bureaux de forêts, tes dieux de la pluie Pan-Américains des Afriques utopiques, Tombe de la samba Plus possible nouveau quilombo de Zumbi Et os novos baianos passaient dans ta bruine Et os novos baianos peuvent profiter de toi |